segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A beldade que encanta cantando

Gustavo Ferrari/Joss Stone
O suíngue típico do negro norte-americano e a voz grave dos músicos de Nova Orleans se uniram para formar a beldade chamada Joss Stone.

Com uma equipe de músicos invejáveis, a loira britânica de 23 anos mostrou que sabe fazer música no melhor estilo jazzístico. Sua voz conseguia se sobressair ao coral de vozes das três backing vocals negras. Metais e uma cozinha mantida impecavelmente pelos baixista, baterista e guitarrista garantiram os diversos aplausos que a musa recebeu em Itu.

Joss vendeu mais de 10 milhões de discos no mundo todo. Seu último álbum, 'Introducing Joss Stone', parece soar perfeito executado para grandes multidões. O hit 'Super Duper Lover' abriu o show, que seguiu com 'Baby, Baby, Baby', 'Love' e 'You Had Me'.

"Sou fanzaça dessa mulher" berrou a médica Érika Santeiro, que veio com um grupo de amigos de Uberlândia, Minas Gerais. Para ela, a musa é "única". "Você já viu uma pessoa ter um timbre de voz tão inconfundível como ela?", questionou. O mesmo defendeu o analista de sistema Henrico Alcântara. "Ela não só canta, como também é linda. Viva o SWU", destacou.



Dave

Gustavo Ferrari/Música + Artes+ Sustentabilidade
Para espantar o frio, somente pulando e levantando a poeira da Arena Maeda. Foi com 'Shake Me' que a Dave Matthews Band encontrou a forma de esquentar as quase 50 mil pessoas que estavam, até as 22h30 de ontem, nas dependências do local onde rola o SWU.

Eclético, o grupo fez um show pautado no último álbum 'Big Whiskey and the GrooGrux King', o sétimo de estúdio, que foi lançado em junho de 2009.

A segunda música da apresentação, 'Die Trying', mostrou um lado intimista de Dave. Já com 'Seven', os músicos voltaram a soar como banda de arena, aquelas específicas para grandes multidões. O público adorou o concerto. "Eles são muitos bons", disse a dentista de Paulínia, Fernanda Lanateris.

O show se completou com 'Why I Am', 'Crash' e '2 Steps', no total de 12 músicas. "Foi bom para namorar nesse friozinho", ressaltou o casal de Santos, Adilson e Mila.



Regina

Gustavo Ferrari/Regina Spektor
Tímida, maquiada e com uma sonoridade ímpar. Foi assim que Regina Spektor abriu a maratona dos shows noturnos no segundo dia do Festival SWU. A cantora russa, que vive em Nova York, empolgou o público com o seu jeito simples mas meigo de cantar e tocar.

Com um talento invejável sobre o piano, Regina fez os fãs dobrarem o frio e o vento gelado com 'Samson'. Ontem havia mais gente do que na noite anterior.

Conhecida no Brasil pelo hit 'Fidelity', da novela global A Favorita - música que deixou para tocar no final da apresentação -, a pianista, que se apresentou ao lado de um conjunto de cordas, fez charme ao jogar beijos em sua despedida do palco.

Com 'Dance Anthem of the 80's', a musa dos cabelos crespos agradeceu os presentes, lembrando ser esta a primeira vez que vem ao Brasil.

Os 15 graus feitos no local, com sensação térmica de 12 (segundo novamente o Instituto de Meteorologia/Inmet) não deixaram de esquentar o público. "Gostei bastante da sonoridade e do timbre de voz dela. Confesso que não a conhecia, mas achei um som suave, típico das baladinhas comuns das novelas", ressaltou a estudante piracicabana de psicologia, Maria Helena Campos.

by Gustavo Ferrari